Segunda-feira, Maio 19, 2008
Líbia investe 24 milhões euros em caju, água mineral e habitação
Origem do documento: www.noticiaslusofonas.com, 19 Mai 2008
A Líbia irá investir na Guiné-Bissau 24 milhões de euros em projectos nos sectores do processamento do caju, produção de água mineral e construção de habitação social, anunciaram os responsáveis dos governos de Bissau e Tripoli.
O anuncio do investimento líbio na Guiné-Bissau foi feito este fim-de-semana por Sauk Al Mabruk, director-geral da Laico/Bissau (Agência de Investimentos do Governo de Tripoli) e pelo ministro do Comércio, Turismo e Artesanato guineense, Henry Mané, durante as cerimónias de lançamento das obras para a construção de três unidades de processamento da castanha de caju que a Líbia pretende construir nos próximos meses.
A Laico/Bissau lançou as pedras do projecto de construção de três unidades de transformação do caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau, nas localidades de Nhacra, Quinhamel e Bula, todas no centro norte da Guiné-Bissau.
As três unidades deverão estar em funcionamento dentro de "poucos meses" e deverão dar emprego a cerca de 600 pessoas, explicou o director-geral da Laico/Bissau.
De acordo com Sauk Al Mabruk, as três unidades irão também produzir energia, a partir da casca da castanha do caju, para fornecer às populações das zonas onde se encontram instaladas.
O ministro do Comércio guineense considerou, por seu lado, que o projecto agora lançado pelo Laico/Bissau é "um contributo" para ajudar a Guiné-Bissau a reduzir a pobreza, sobretudo junto da população rural, mas também uma forma de apoiar o aumento da balança de pagamentos do Governo que passará a contar com "o valor acrescentado" proveniente das receitas com a amêndoa do caju.
Actualmente, Bissau exporta na totalidade as cerca de 120 mil toneladas da castanha de caju que produz. O Governo pretende alterar essa realidade, passando a transformar localmente o produto e exportando a amêndoa.
O projecto de construção das três unidades fabris de processamento e transformação da castanha do caju está orçado em quatro milhões de euros.
Por outro lado, a Laico/Bissau pretende começar a produzir, antes do final do ano, água mineral para exportação, bem como construir habitações sociais de baixo custo, um projecto que Sauk Al Mabruk intitulou de "Casas Sociais Muammar Kadhafi (Presidente líbio)".
Além dos projectos anunciados, o director-geral da Laico/Bissau lembrou que o seu país já tem outros investimentos na Guiné-Bissau, nomeadamente o Bissau Hotel adquirido por cinco milhões de dólares (3,2 milhões de euros, ao câmbio actual), há dois anos, pela sua agência, passando a chamar-se Bissau Líbia Hotel.
A Líbia irá investir na Guiné-Bissau 24 milhões de euros em projectos nos sectores do processamento do caju, produção de água mineral e construção de habitação social, anunciaram os responsáveis dos governos de Bissau e Tripoli.
O anuncio do investimento líbio na Guiné-Bissau foi feito este fim-de-semana por Sauk Al Mabruk, director-geral da Laico/Bissau (Agência de Investimentos do Governo de Tripoli) e pelo ministro do Comércio, Turismo e Artesanato guineense, Henry Mané, durante as cerimónias de lançamento das obras para a construção de três unidades de processamento da castanha de caju que a Líbia pretende construir nos próximos meses.
A Laico/Bissau lançou as pedras do projecto de construção de três unidades de transformação do caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau, nas localidades de Nhacra, Quinhamel e Bula, todas no centro norte da Guiné-Bissau.
As três unidades deverão estar em funcionamento dentro de "poucos meses" e deverão dar emprego a cerca de 600 pessoas, explicou o director-geral da Laico/Bissau.
De acordo com Sauk Al Mabruk, as três unidades irão também produzir energia, a partir da casca da castanha do caju, para fornecer às populações das zonas onde se encontram instaladas.
O ministro do Comércio guineense considerou, por seu lado, que o projecto agora lançado pelo Laico/Bissau é "um contributo" para ajudar a Guiné-Bissau a reduzir a pobreza, sobretudo junto da população rural, mas também uma forma de apoiar o aumento da balança de pagamentos do Governo que passará a contar com "o valor acrescentado" proveniente das receitas com a amêndoa do caju.
Actualmente, Bissau exporta na totalidade as cerca de 120 mil toneladas da castanha de caju que produz. O Governo pretende alterar essa realidade, passando a transformar localmente o produto e exportando a amêndoa.
O projecto de construção das três unidades fabris de processamento e transformação da castanha do caju está orçado em quatro milhões de euros.
Por outro lado, a Laico/Bissau pretende começar a produzir, antes do final do ano, água mineral para exportação, bem como construir habitações sociais de baixo custo, um projecto que Sauk Al Mabruk intitulou de "Casas Sociais Muammar Kadhafi (Presidente líbio)".
Além dos projectos anunciados, o director-geral da Laico/Bissau lembrou que o seu país já tem outros investimentos na Guiné-Bissau, nomeadamente o Bissau Hotel adquirido por cinco milhões de dólares (3,2 milhões de euros, ao câmbio actual), há dois anos, pela sua agência, passando a chamar-se Bissau Líbia Hotel.
Sábado, Maio 17, 2008
Empresário de Macau planeia investir em hotel na Guiné-Bissau
Origem do documento: Jornal Tribuna de Macau, 17 Mai 2008
por DIANA DO MAR
A filha de Nino Vieira partiu hoje para a Guiné-Bissau, depois de ter permanecido três dias no território. Para casa, leva uma proposta para a construção de um hotel no seu país, fruto do investimento de um empresário local
Andreia Vieira, filha do presidente da República da Guiné-Bissau, esteve em Macau na qualidade de representante da primeira dama e, ontem, foi conhecer o Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, vulgo Fórum Macau.
À visita de cortesia, juntou-se o empresário John Lo, que deu a conhecer publicamente os seus planos de investimento na Guiné-Bissau. A construção de um hotel é apenas o primeiro passo. O director da Sociedade Internacional Grupo Excelente, planeia arrancar com a unidade hoteleira já no próximo ano. O hotel, que deverá ter entre 80 a 100 quartos, representa um investimento de mais de 60 milhões de patacas.
Este não é o único projecto de John Lo, que já possui investimentos na Guiné-Bissau desde 2001 — ano em que foi conhecer o território -, designadamente na área da agricultura. “Queremos [a Sociedade Excelente] adquirir uma companhia aérea na Guiné-Bissau através de uma ‘joint-venture’ com uma empresa do Continente”, adiantou John Lo, sem dar mais pormenores. A madeira guineense é, segundo John Lo, outra oportunidade de investimento.
Andreia Vieira, cuja deslocação a Macau teve como principal objectivo promover a fundação da sua mãe — que tem como finalidade ajudar as crianças daquela país africano — serviu ainda para conhecer o trabalho que o Fórum Macau tem vindo a desenvolver em prol do seu país.
Dos trabalhos afectos à fundação, Andreia Vieira destacou o apoio de John Lo, que conseguiu uma ambulância e material para a entidade. “Ele tem sido o nosso intermediário. Esperamos que mais empresários se interessem pela Guiné-Bissau de forma a desenvolver o nosso país”, disse Andreia Vieira, em francês.
A coordenadora do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum, Rita Santos, fez um balanço positivo da visita da representante da primeira dama guineense. “A Guiné-Bissau quer adquirir experiência na área de prestação de serviços, em termos de formação hoteleira e desenvolvimento do turismo”, salientou a mesma responsável, acrescentando que a comitiva que acompanhou Andreia Vieira demonstrou muito interesse pelas actividades levadas a cabo pelo Fórum Macau.
Ainda no dia de ontem, o grupo que acompanha Andreia Vieira e, do qual fez parte o encarregado de negócios da Embaixada da Guiné-Bissau em Pequim, Carrington Cá, a ex-ministra da Saúde e membro da fundação da primeira dama, Henriqueta Gomes, o director geral do Ministério de Transportes, Anesimo Cardoso, encontrou-se com o Chefe do Executivo, Edmund Ho.
por DIANA DO MAR
A filha de Nino Vieira partiu hoje para a Guiné-Bissau, depois de ter permanecido três dias no território. Para casa, leva uma proposta para a construção de um hotel no seu país, fruto do investimento de um empresário local
Andreia Vieira, filha do presidente da República da Guiné-Bissau, esteve em Macau na qualidade de representante da primeira dama e, ontem, foi conhecer o Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, vulgo Fórum Macau.
À visita de cortesia, juntou-se o empresário John Lo, que deu a conhecer publicamente os seus planos de investimento na Guiné-Bissau. A construção de um hotel é apenas o primeiro passo. O director da Sociedade Internacional Grupo Excelente, planeia arrancar com a unidade hoteleira já no próximo ano. O hotel, que deverá ter entre 80 a 100 quartos, representa um investimento de mais de 60 milhões de patacas.
Este não é o único projecto de John Lo, que já possui investimentos na Guiné-Bissau desde 2001 — ano em que foi conhecer o território -, designadamente na área da agricultura. “Queremos [a Sociedade Excelente] adquirir uma companhia aérea na Guiné-Bissau através de uma ‘joint-venture’ com uma empresa do Continente”, adiantou John Lo, sem dar mais pormenores. A madeira guineense é, segundo John Lo, outra oportunidade de investimento.
Andreia Vieira, cuja deslocação a Macau teve como principal objectivo promover a fundação da sua mãe — que tem como finalidade ajudar as crianças daquela país africano — serviu ainda para conhecer o trabalho que o Fórum Macau tem vindo a desenvolver em prol do seu país.
Dos trabalhos afectos à fundação, Andreia Vieira destacou o apoio de John Lo, que conseguiu uma ambulância e material para a entidade. “Ele tem sido o nosso intermediário. Esperamos que mais empresários se interessem pela Guiné-Bissau de forma a desenvolver o nosso país”, disse Andreia Vieira, em francês.
A coordenadora do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum, Rita Santos, fez um balanço positivo da visita da representante da primeira dama guineense. “A Guiné-Bissau quer adquirir experiência na área de prestação de serviços, em termos de formação hoteleira e desenvolvimento do turismo”, salientou a mesma responsável, acrescentando que a comitiva que acompanhou Andreia Vieira demonstrou muito interesse pelas actividades levadas a cabo pelo Fórum Macau.
Ainda no dia de ontem, o grupo que acompanha Andreia Vieira e, do qual fez parte o encarregado de negócios da Embaixada da Guiné-Bissau em Pequim, Carrington Cá, a ex-ministra da Saúde e membro da fundação da primeira dama, Henriqueta Gomes, o director geral do Ministério de Transportes, Anesimo Cardoso, encontrou-se com o Chefe do Executivo, Edmund Ho.
Sexta-feira, Maio 16, 2008
Governo pretende aumentar produção de arroz e suspende taxa de importação
Origem do documento: www.macauhub.com.mo, 15 Mai 2008
Maputo, Moçambique, 15 Mai - O governo da Guiné-Bissau pretende aumentar a produção de arroz e decidiu anular a respectiva taxa de importação a fim de contrariar o aumento dos preços, afirmou segunda-feira em Maputo o ministro da Economia, Abubacar Demba Dahaba.
"Estamos muito preocupados com o aumento do preço do arroz", disse Dahaba, à margem da reunião anual do Banco de Desenvolvimento Africano, que teve lugar em Maputo, tendo acrescentado que a única solução é aumentar a produção, uma vez que a anulação da taxa de importação é apenas uma medida temporária.
O preço do arroz mais do que duplicou no ano passado, tendo atingido já este ano um valor recorde de 25,07 dólares por cada 100 libras peso, à medida que produtores como a China e o Vietname reduzem as suas exportações.
A Guiné-Bissau, um dos países mais pobres do mundo, produziu cerca de 400 mil toneladas de arroz no ano passado e importou 80 mil toneladas, disse ainda o ministro, para acrescentar que o país está à procura de apoios externos para quintuplicar a produção de arroz. (macauhub)
Maputo, Moçambique, 15 Mai - O governo da Guiné-Bissau pretende aumentar a produção de arroz e decidiu anular a respectiva taxa de importação a fim de contrariar o aumento dos preços, afirmou segunda-feira em Maputo o ministro da Economia, Abubacar Demba Dahaba.
"Estamos muito preocupados com o aumento do preço do arroz", disse Dahaba, à margem da reunião anual do Banco de Desenvolvimento Africano, que teve lugar em Maputo, tendo acrescentado que a única solução é aumentar a produção, uma vez que a anulação da taxa de importação é apenas uma medida temporária.
O preço do arroz mais do que duplicou no ano passado, tendo atingido já este ano um valor recorde de 25,07 dólares por cada 100 libras peso, à medida que produtores como a China e o Vietname reduzem as suas exportações.
A Guiné-Bissau, um dos países mais pobres do mundo, produziu cerca de 400 mil toneladas de arroz no ano passado e importou 80 mil toneladas, disse ainda o ministro, para acrescentar que o país está à procura de apoios externos para quintuplicar a produção de arroz. (macauhub)
Quinta-feira, Maio 15, 2008
Governo assume controlo das empresas Guiné-Telecom e Guinetel
Origem do documento: www.macauhub.com.mo, 14 Mai 2008
Bissau, Guiné-Bissau, 14 Mai - O governo da Guiné-Bissau assumiu a gestão da Guiné-Telecom e da Guinetel por considerar que a Portugal Telecom (PT) abandonou a administração das duas empresas luso-guineenses, foi segunda-feira anunciado em Bissau.
De acordo com um comunicado governamental, "com a ausência prolongada dos representantes do grupo PT e a sua recusa em convocar os orgãos sociais das empresas Guiné-Telecom e Guinetel, confirma-se o estatuto de abandono".
O documento sublinha igualmente que o governo indeferiu o pedido apresentado pela PT para vender as acções que detém na Guinetel a um comprador a escolher pela empresa portuguesa.
Assim sendo, o primeiro-ministro Martinho N`Dafa Cabi mandatou os ministros dos Transportes e Comunicações e da Economia para procurarem financiadores externos para o desenvolvimento das redes de telecomunicações das duas empresas.
As empresas Guiné-Telecom (rede fixa e serviço de Internet) e Guinetel (rede móvel) são ambas participadas maioritariamente pelo governo guineense e atravessam graves problemas técnicos e financeiros.
A Portugal Telecom Investimentos Internacionais representa a parte portuguesa na Guiné-Telecom detendo 40 por cento do capital social, sendo o Estado guineense detentor de 50 por cento e os trabalhadores os restanres 10 por cento e na Guinetel, 49 por cento. (macauhub)
Bissau, Guiné-Bissau, 14 Mai - O governo da Guiné-Bissau assumiu a gestão da Guiné-Telecom e da Guinetel por considerar que a Portugal Telecom (PT) abandonou a administração das duas empresas luso-guineenses, foi segunda-feira anunciado em Bissau.
De acordo com um comunicado governamental, "com a ausência prolongada dos representantes do grupo PT e a sua recusa em convocar os orgãos sociais das empresas Guiné-Telecom e Guinetel, confirma-se o estatuto de abandono".
O documento sublinha igualmente que o governo indeferiu o pedido apresentado pela PT para vender as acções que detém na Guinetel a um comprador a escolher pela empresa portuguesa.
Assim sendo, o primeiro-ministro Martinho N`Dafa Cabi mandatou os ministros dos Transportes e Comunicações e da Economia para procurarem financiadores externos para o desenvolvimento das redes de telecomunicações das duas empresas.
As empresas Guiné-Telecom (rede fixa e serviço de Internet) e Guinetel (rede móvel) são ambas participadas maioritariamente pelo governo guineense e atravessam graves problemas técnicos e financeiros.
A Portugal Telecom Investimentos Internacionais representa a parte portuguesa na Guiné-Telecom detendo 40 por cento do capital social, sendo o Estado guineense detentor de 50 por cento e os trabalhadores os restanres 10 por cento e na Guinetel, 49 por cento. (macauhub)
Terça-feira, Maio 13, 2008
Registo eleitoral biométrico deverá começar a 1 de Julho
Origem do documento: www.noticiaslusofonas.com, 13 Mai 2008
O registo biométrico de potenciais eleitores da Guiné-Bissau no âmbito das legislativas marcadas para 16 de Novembro deverá iniciar-se a 01 de Julho, disse hoje o secretário Estado da Administração Territorial guineense.
Segundo Cristiano Na Bitan, o governo guineense e os parceiros da cooperação estão empenhados em dar início, a 01 de Julho, ao registo biométrico dos eleitores na data prevista no cronograma das acções a levar a cabo no âmbito da preparação das legislativas de Novembro.
O secretário Estado da Administração Territorial disse que essa ideia foi hoje reforçada num encontro que o primeiro-ministro, Martinho N'Dafa Cabi, manteve com representantes da comunidade internacional, nomeadamente o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o delegado da comissão europeia, em Bissau.
Ainda de acordo com o governante guineense, o registo de potenciais eleitores decorrerá simultaneamente na Guiné-Bissau e na diáspora junto da comunidade emigrante em países como Portugal, França, Espanha, Russia, Cabo-Verde, Senegal, Gambia, Guiné-Conacri, entre outros.
Questionado sobre se o governo terá condições para realizar o recenseamento eleitoral na diáspora, Cristiano Na Bitan afirmou que a lei da Guiné-Bissau obriga a que assim seja pelo que, salientou, "o executivo terá que cumprir".
Face a dúvidas suscitadas por políticos locais e organizações da sociedade civil sobre o novo sistema, nomeadamente por obrigar à utilização de equipamento informático e ser feito na época das chuvas, Cristiano Na Bitan ressalvou que o governo considera este mecanismo "como o melhor para evitar possíveis problemas" decorrentes de falhas ou fraudes nos cadernos eleitorais.
A introdução do novo sistema também tem merecido dúvidas de alguns dos parceiros da Guiné-Bissau, mas questionado pela Lusa, o representante especial do secretário-geral da ONU, Shola Omorigie, referiu que a comunidade internacional está a trabalhar para ajudar o governo a materializar a sua opção.
Por sua vez, o secretário Estado da Administração Territorial desdramatizou as críticas ao facto de o registo eleitoral coincidir com o período das chuvas, afirmando que o recenseamento em questão não abrangerá toda a população, mas apenas os potenciais eleitores, pelo que o governo irá construir cabinas do registo onde funcionarão brigadas de recolha de dados biométricos.
Sobre os fundos já disponíveis para o processo eleitoral, Cristiano Na Bitan explicou que neste momento, o governo "apenas tem fundos anunciados" por parte de alguns doadores internacionais, nomeadamente 200 mil dólares do PNUD, 1,3 milhões dólares prometidos no âmbito do fundo das Nações Unidas para o apoio à consolidação da paz na Guiné-Bissau e 600 mil euros anunciados pela União Europeia.
Contudo, o governante guineense disse acreditar que os fundos prometidos e os anunciados chegarão a tempo de fazer arrancar a máquina eleitoral para que as eleições possam ter lugar na data marcada pelo Presidente João Bernardo "Nino" Vieira.
"Todos temos que trabalhar para que as eleições tenham lugar ainda este ano e na data marcada", disse Shola Omorigie, frisando ser esta a preocupação da comunidade internacional.
A Guiné-Bissau tem cerca de 1,4 milhões de habitantes.
O último recenseamento foi feito em 2003 e apurou cerca de 650 mil eleitores.
O registo biométrico de potenciais eleitores da Guiné-Bissau no âmbito das legislativas marcadas para 16 de Novembro deverá iniciar-se a 01 de Julho, disse hoje o secretário Estado da Administração Territorial guineense.
Segundo Cristiano Na Bitan, o governo guineense e os parceiros da cooperação estão empenhados em dar início, a 01 de Julho, ao registo biométrico dos eleitores na data prevista no cronograma das acções a levar a cabo no âmbito da preparação das legislativas de Novembro.
O secretário Estado da Administração Territorial disse que essa ideia foi hoje reforçada num encontro que o primeiro-ministro, Martinho N'Dafa Cabi, manteve com representantes da comunidade internacional, nomeadamente o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o delegado da comissão europeia, em Bissau.
Ainda de acordo com o governante guineense, o registo de potenciais eleitores decorrerá simultaneamente na Guiné-Bissau e na diáspora junto da comunidade emigrante em países como Portugal, França, Espanha, Russia, Cabo-Verde, Senegal, Gambia, Guiné-Conacri, entre outros.
Questionado sobre se o governo terá condições para realizar o recenseamento eleitoral na diáspora, Cristiano Na Bitan afirmou que a lei da Guiné-Bissau obriga a que assim seja pelo que, salientou, "o executivo terá que cumprir".
Face a dúvidas suscitadas por políticos locais e organizações da sociedade civil sobre o novo sistema, nomeadamente por obrigar à utilização de equipamento informático e ser feito na época das chuvas, Cristiano Na Bitan ressalvou que o governo considera este mecanismo "como o melhor para evitar possíveis problemas" decorrentes de falhas ou fraudes nos cadernos eleitorais.
A introdução do novo sistema também tem merecido dúvidas de alguns dos parceiros da Guiné-Bissau, mas questionado pela Lusa, o representante especial do secretário-geral da ONU, Shola Omorigie, referiu que a comunidade internacional está a trabalhar para ajudar o governo a materializar a sua opção.
Por sua vez, o secretário Estado da Administração Territorial desdramatizou as críticas ao facto de o registo eleitoral coincidir com o período das chuvas, afirmando que o recenseamento em questão não abrangerá toda a população, mas apenas os potenciais eleitores, pelo que o governo irá construir cabinas do registo onde funcionarão brigadas de recolha de dados biométricos.
Sobre os fundos já disponíveis para o processo eleitoral, Cristiano Na Bitan explicou que neste momento, o governo "apenas tem fundos anunciados" por parte de alguns doadores internacionais, nomeadamente 200 mil dólares do PNUD, 1,3 milhões dólares prometidos no âmbito do fundo das Nações Unidas para o apoio à consolidação da paz na Guiné-Bissau e 600 mil euros anunciados pela União Europeia.
Contudo, o governante guineense disse acreditar que os fundos prometidos e os anunciados chegarão a tempo de fazer arrancar a máquina eleitoral para que as eleições possam ter lugar na data marcada pelo Presidente João Bernardo "Nino" Vieira.
"Todos temos que trabalhar para que as eleições tenham lugar ainda este ano e na data marcada", disse Shola Omorigie, frisando ser esta a preocupação da comunidade internacional.
A Guiné-Bissau tem cerca de 1,4 milhões de habitantes.
O último recenseamento foi feito em 2003 e apurou cerca de 650 mil eleitores.
18 000 Ouest africains menacés d’expulsion
Origem do documento: www.africatime.com, 13 Mai 2008
(A.P. 13/05/2008)
Les immigrés illégaux en Guinée-Bissau seront « bientôt renvoyés » chez eux, a annoncé le directeur de la police des Frontières et de l’immigration, Lino Luyal, dans une allocution prononcée hier à la cérémonie d’inauguration à Pirada, d’un poste de police, à la frontière avec le Sénégal.
« Nous allons procéder, sans délais, à des opérations d’identification de tous les immigrés illégaux (…). Ils seront ensuite remis à leur Ambassade en vue de leur rapatriement, tout comme les mendiants étrangers qui squattent le marché Bande de Bissau », s’est engagé Lino Luyal.
A en croire le patron de la police des Frontières et de l’immigration, la mesure d’expulsion va concerner plus de 18.000 ressortissants des pays de la sous région. Ce sont des Guinéens, des Sierra léonais, des Sénégalais, des Nigérians et des Congolais. Parmi eux, de nombreux mendiants en provenance de la Guinée (Conakry) et du Mali, pour l’essentiel. Les autorités bissau –guinéennes estiment à plus de 32. 000, le nombre d’étrangers, originaires pour la plupart de la sous région, vivent aujourd’hui en Guinée-Bissau, selon la police des frontières et de l’immigration.
Les ressortissants mauritaniens et guinéens opèrent, pour l’essentiel, dans tous les segments du commerce (détail, demi-gros et gros) voire dans l’importation. Quant aux sénégalais, ils sont très présents aussi bien dans le commerce que dans le secteur de la pêche artisanale.
Hormis la Mauritanie, tous les pays dont les ressortissants sont visés par la mesure, sont, avec la Guinée Bissau, membres de la Communauté Economique des Etats de l’Afrique de l’Ouest (CEDEAO). La circulation des Personnes et des Biens est un des objectifs à atteindre dans cette communauté.
(A.P. 13/05/2008)
Les immigrés illégaux en Guinée-Bissau seront « bientôt renvoyés » chez eux, a annoncé le directeur de la police des Frontières et de l’immigration, Lino Luyal, dans une allocution prononcée hier à la cérémonie d’inauguration à Pirada, d’un poste de police, à la frontière avec le Sénégal.
« Nous allons procéder, sans délais, à des opérations d’identification de tous les immigrés illégaux (…). Ils seront ensuite remis à leur Ambassade en vue de leur rapatriement, tout comme les mendiants étrangers qui squattent le marché Bande de Bissau », s’est engagé Lino Luyal.
A en croire le patron de la police des Frontières et de l’immigration, la mesure d’expulsion va concerner plus de 18.000 ressortissants des pays de la sous région. Ce sont des Guinéens, des Sierra léonais, des Sénégalais, des Nigérians et des Congolais. Parmi eux, de nombreux mendiants en provenance de la Guinée (Conakry) et du Mali, pour l’essentiel. Les autorités bissau –guinéennes estiment à plus de 32. 000, le nombre d’étrangers, originaires pour la plupart de la sous région, vivent aujourd’hui en Guinée-Bissau, selon la police des frontières et de l’immigration.
Les ressortissants mauritaniens et guinéens opèrent, pour l’essentiel, dans tous les segments du commerce (détail, demi-gros et gros) voire dans l’importation. Quant aux sénégalais, ils sont très présents aussi bien dans le commerce que dans le secteur de la pêche artisanale.
Hormis la Mauritanie, tous les pays dont les ressortissants sont visés par la mesure, sont, avec la Guinée Bissau, membres de la Communauté Economique des Etats de l’Afrique de l’Ouest (CEDEAO). La circulation des Personnes et des Biens est un des objectifs à atteindre dans cette communauté.
La Chine et la Guinée-Bissau s'engagent à promouvoir leur coopération parlementaire
Origem do documento: www.africatime.com, 13 Mai 2008
(CCTV 13/05/2008)
Les législateurs suprêmes de la Chine et de la Guinée-Bissau se sont rencontrés à Beijing lundi, s'engageant à renforcer la coopération interparlementaire pour promouvoir les relations bilatérales.
Wu Bangguo, président du Comité permanent de l'Assemblée populaire nationale (APN), a rencontré le président de l'Assemblée nationale de Guinée-Bissau Francisco Benante au Grand Palais du Peuple à Beijing.
Selon Wu, la Chine salue l'adhésion de la Guinée-Bissau au principe d'une seule Chine et respecte la choix de son peuple sur la voie du développement national.
Wu a promis que la Chine poursuivrait une coordination étroite avec les pays africains pour mettre en oeuvre complètement le consensus important réalisé lors du Sommet de Beijing du Forum sur la coopération sino-africaine de novembre 2006.
Benante a exprimé ses remerciements à la Chine pour ses soutiens à la Guinée-Bissau au cours de la lutte du pays pour l'indépendance ainsi que lors du développement économique actuel.
Il a également souligné que son Parlement était convenu d'intensifier les échanges amicaux avec l'APN et de jouer un rôle d'intermédiaire pour promouvoir l'amitié entre les deux peuples.
(CCTV 13/05/2008)
Les législateurs suprêmes de la Chine et de la Guinée-Bissau se sont rencontrés à Beijing lundi, s'engageant à renforcer la coopération interparlementaire pour promouvoir les relations bilatérales.
Wu Bangguo, président du Comité permanent de l'Assemblée populaire nationale (APN), a rencontré le président de l'Assemblée nationale de Guinée-Bissau Francisco Benante au Grand Palais du Peuple à Beijing.
Selon Wu, la Chine salue l'adhésion de la Guinée-Bissau au principe d'une seule Chine et respecte la choix de son peuple sur la voie du développement national.
Wu a promis que la Chine poursuivrait une coordination étroite avec les pays africains pour mettre en oeuvre complètement le consensus important réalisé lors du Sommet de Beijing du Forum sur la coopération sino-africaine de novembre 2006.
Benante a exprimé ses remerciements à la Chine pour ses soutiens à la Guinée-Bissau au cours de la lutte du pays pour l'indépendance ainsi que lors du développement économique actuel.
Il a également souligné que son Parlement était convenu d'intensifier les échanges amicaux avec l'APN et de jouer un rôle d'intermédiaire pour promouvoir l'amitié entre les deux peuples.
Domingo, Maio 11, 2008
Mangueira serve sala de aula há 18 anos para ensinar língua portuguesa
Origem do documento: www.noticiaslusofonas.com, 11 Mai 2008
Pier de Carvalho, antigo combatente das forças armadas portuguesas na Guiné-Bissau, ensina há 18 anos numa escola improvisada, debaixo de uma mangueira no Bairro de Santa Luzia em Bissau, para tentar salvar a língua portuguesa.
Actualmente, cerca de cem crianças frequentam o "estabelecimento de ensino", debaixo da árvore de fruto, onde aprendem ortografia, caligrafia, geometria e ciências.
Em funcionamento desde 1990, a escola do professor Pier é das poucas que ainda ensinam à moda antiga, como na "época colonial".
O velho professor gosta do seu trabalho, mas lamenta que as crianças "hoje em dia não falem o português".
"Querem falar o francês ou o inglês, o português é que não gostam de falar, talvez por complexo de errar. Mas aqui sabem que têm que tentar falar o português", sublinhou o professor.
Pier de Carvalho culpa os pais das crianças que "não gostam de falar o português em casa" e o ensino oficial do país pelo nível da língua de Camões na Guiné-Bissau.
"Qualquer dia ainda será difícil encontrar um jovem guineense que saiba falar o português correctamente", disse.
Pier de Carvalho dá como o exemplo as "calinadas" que, disse, se cometem na aplicação correcta dos termos em português.
"Na Guiné-Bissau é normal dizer 'arrancar' em vez de 'começar' quando se quer indicar o início de uma coisa", disse o professor, frisando que o termo é utilizado de forma errada.
"'Arrancar' é dar início a uma coisa através de um processo mecânico, como os motores, agora 'começar' é dar início a uma actividade humana", explicou Pier de Carvalho.
"É este tipo de coisas que também tento ensinar às crianças, para que saibam empregar os termos da linguagem de forma correcta", disse.
Pier de Carvalho é guineense mas serviu a tropa colonial portuguesa como soldado atirador de artilharia e mais tarde foi destacado como professor para o posto escolar militar número 10 na Ponte-Caium, entre Pitche e Burumtuma, no leste da Guiné-Bissau.
De 1972 a 74, Pier de Carvalho ensinou as crianças guineenses e os soldados portugueses "com pouca instrução escolar".
Finda a guerra colonial, Pier de Carvalho ainda trabalhou no Ministério da Educação guineense. Mas com o tempo compreendeu que "não dava" para continuar como funcionário público.
Para ensinar as crianças, Pier de Carvalho decidiu enveredar pelo o ensino privado, montando a sua própria escola. Só que, por falta de meios para alugar uma casa, o velho professor apenas tinha uma escolha: ir para debaixo de uma mangueira.
"Às vezes apanhamos com o sol e com a chuva e somos obrigados a interromper as aulas", disse Pier de Carvalho.
Embora não seja uma escola oficial, o professor Pier dá aulas de explicação às crianças "com paciência e com amor" de segunda a sexta-feira.
De manhã e de tarde, os alunos, entre os cinco e 15 anos, saem das explicações e vão para a escola oficial.
A mensalidade varia entre 500 a 1000 francos CFA (cerca de 1,5 euros). Mas, às vezes, acontecem situações em que os pais das crianças não conseguem pagar a mensalidade por falta de dinheiro, sublinhou o professor que, nesses casos, aceita as desculpas que lhe são apresentadas.
"Ensino as crianças por paixão, não por dinheiro", sublinhou Pier de Carvalho.
Pier de Carvalho, antigo combatente das forças armadas portuguesas na Guiné-Bissau, ensina há 18 anos numa escola improvisada, debaixo de uma mangueira no Bairro de Santa Luzia em Bissau, para tentar salvar a língua portuguesa.
Actualmente, cerca de cem crianças frequentam o "estabelecimento de ensino", debaixo da árvore de fruto, onde aprendem ortografia, caligrafia, geometria e ciências.
Em funcionamento desde 1990, a escola do professor Pier é das poucas que ainda ensinam à moda antiga, como na "época colonial".
O velho professor gosta do seu trabalho, mas lamenta que as crianças "hoje em dia não falem o português".
"Querem falar o francês ou o inglês, o português é que não gostam de falar, talvez por complexo de errar. Mas aqui sabem que têm que tentar falar o português", sublinhou o professor.
Pier de Carvalho culpa os pais das crianças que "não gostam de falar o português em casa" e o ensino oficial do país pelo nível da língua de Camões na Guiné-Bissau.
"Qualquer dia ainda será difícil encontrar um jovem guineense que saiba falar o português correctamente", disse.
Pier de Carvalho dá como o exemplo as "calinadas" que, disse, se cometem na aplicação correcta dos termos em português.
"Na Guiné-Bissau é normal dizer 'arrancar' em vez de 'começar' quando se quer indicar o início de uma coisa", disse o professor, frisando que o termo é utilizado de forma errada.
"'Arrancar' é dar início a uma coisa através de um processo mecânico, como os motores, agora 'começar' é dar início a uma actividade humana", explicou Pier de Carvalho.
"É este tipo de coisas que também tento ensinar às crianças, para que saibam empregar os termos da linguagem de forma correcta", disse.
Pier de Carvalho é guineense mas serviu a tropa colonial portuguesa como soldado atirador de artilharia e mais tarde foi destacado como professor para o posto escolar militar número 10 na Ponte-Caium, entre Pitche e Burumtuma, no leste da Guiné-Bissau.
De 1972 a 74, Pier de Carvalho ensinou as crianças guineenses e os soldados portugueses "com pouca instrução escolar".
Finda a guerra colonial, Pier de Carvalho ainda trabalhou no Ministério da Educação guineense. Mas com o tempo compreendeu que "não dava" para continuar como funcionário público.
Para ensinar as crianças, Pier de Carvalho decidiu enveredar pelo o ensino privado, montando a sua própria escola. Só que, por falta de meios para alugar uma casa, o velho professor apenas tinha uma escolha: ir para debaixo de uma mangueira.
"Às vezes apanhamos com o sol e com a chuva e somos obrigados a interromper as aulas", disse Pier de Carvalho.
Embora não seja uma escola oficial, o professor Pier dá aulas de explicação às crianças "com paciência e com amor" de segunda a sexta-feira.
De manhã e de tarde, os alunos, entre os cinco e 15 anos, saem das explicações e vão para a escola oficial.
A mensalidade varia entre 500 a 1000 francos CFA (cerca de 1,5 euros). Mas, às vezes, acontecem situações em que os pais das crianças não conseguem pagar a mensalidade por falta de dinheiro, sublinhou o professor que, nesses casos, aceita as desculpas que lhe são apresentadas.
"Ensino as crianças por paixão, não por dinheiro", sublinhou Pier de Carvalho.
Oitenta cambistas regulam informalmente mercado de divisas
Origem do documento: www.noticiaslusofonas.com, 11 Mai 2008
Por Mussá Baldé, da Agência Lusa
Em francês, em inglês, em português ou em espanhol, a conversa acaba por ser sempre a mesma, pois são os cerca de 80 homens e rapazes que "trabalham" no mercado informal que "regulam" as operações cambiais na Guiné-Bissau.
Oficialmente, os bancos fazem as trocas de divisas. Legalmente existem cinco casas de câmbio em Bissau, mas quase toda a gente prefere os serviços dos rapazes do câmbio das imediações do mercado central.
Tcherno Baldé, no negócio há mais de 20 anos, disse, com orgulho, que começou a trabalhar no ramo quando o país ainda tinha como moeda nacional o peso. Desde 1997, a Guiné-Bissau opera com o franco CFA.
Tcherno Baldé não sabe ao certo quantas moedas já passaram pelas suas mãos, mas que a maioria das transacções de divisas são reguladas nas imediações do mercado central disso não tem a mínima dúvida.
"Já aconteceu, várias vezes, o Banco Central vir cá perguntar como está a cotação de certas divisas", contou à Agência Lusa, Tcherno Baldé.
O cambista acha que os clientes preferem os seus serviços não só porque dominam o negócio mas também porque "os bancos fazem muitas perguntas".
Mama Samba Sané, um outro cambista, é da mesma opinião: "Se o cliente não for um conhecido, o banco faz muitas perguntas para realizar qualquer operação cambial. É muita burocracia. Nós aqui não temos isso. Há dinheiro, realizamos negócio", explicou Mama Samba Sané, veterano no negócio.
Fodé Camará, por sua vez, elegeu a amizade e a confiança para explicar os motivos pelos quais os clientes preferem os seus serviços.
"Estamos aqui há muitos anos, os clientes acabam por nos conhecer. A confiança e a amizade acabam por vingar", sublinhou Camará.
A melhor altura para realizar operações cambiais, segundo os três cambistas, é o período eleitoral, isto porque, frisaram, os partidos recebem "financiamentos externos e não costumam regatear muito os preços".
A pior altura é a campanha da comercialização da castanha do cajú, principal produto de exportação do país, que decorre entre Março e Outubro.
Nessa altura, sublinharam os cambistas, os compradores do caju guineense, na sua maioria indianos, trazem as divisas pelos bancos e só esporadicamente aparecem no mercado central para realizar trocas cambiais.
Questionados sobre se pagam algum imposto pelo seu trabalho, os três cambistas foram unânimes em responder que "não", reconhecendo que operam no mercado informal.
"Como é que íamos pagar impostos se somos do mercado informal e ainda por cima operamos sem apoios de ninguém?", questionou Tcherno Baldé.
Por Mussá Baldé, da Agência Lusa
Em francês, em inglês, em português ou em espanhol, a conversa acaba por ser sempre a mesma, pois são os cerca de 80 homens e rapazes que "trabalham" no mercado informal que "regulam" as operações cambiais na Guiné-Bissau.
Oficialmente, os bancos fazem as trocas de divisas. Legalmente existem cinco casas de câmbio em Bissau, mas quase toda a gente prefere os serviços dos rapazes do câmbio das imediações do mercado central.
Tcherno Baldé, no negócio há mais de 20 anos, disse, com orgulho, que começou a trabalhar no ramo quando o país ainda tinha como moeda nacional o peso. Desde 1997, a Guiné-Bissau opera com o franco CFA.
Tcherno Baldé não sabe ao certo quantas moedas já passaram pelas suas mãos, mas que a maioria das transacções de divisas são reguladas nas imediações do mercado central disso não tem a mínima dúvida.
"Já aconteceu, várias vezes, o Banco Central vir cá perguntar como está a cotação de certas divisas", contou à Agência Lusa, Tcherno Baldé.
O cambista acha que os clientes preferem os seus serviços não só porque dominam o negócio mas também porque "os bancos fazem muitas perguntas".
Mama Samba Sané, um outro cambista, é da mesma opinião: "Se o cliente não for um conhecido, o banco faz muitas perguntas para realizar qualquer operação cambial. É muita burocracia. Nós aqui não temos isso. Há dinheiro, realizamos negócio", explicou Mama Samba Sané, veterano no negócio.
Fodé Camará, por sua vez, elegeu a amizade e a confiança para explicar os motivos pelos quais os clientes preferem os seus serviços.
"Estamos aqui há muitos anos, os clientes acabam por nos conhecer. A confiança e a amizade acabam por vingar", sublinhou Camará.
A melhor altura para realizar operações cambiais, segundo os três cambistas, é o período eleitoral, isto porque, frisaram, os partidos recebem "financiamentos externos e não costumam regatear muito os preços".
A pior altura é a campanha da comercialização da castanha do cajú, principal produto de exportação do país, que decorre entre Março e Outubro.
Nessa altura, sublinharam os cambistas, os compradores do caju guineense, na sua maioria indianos, trazem as divisas pelos bancos e só esporadicamente aparecem no mercado central para realizar trocas cambiais.
Questionados sobre se pagam algum imposto pelo seu trabalho, os três cambistas foram unânimes em responder que "não", reconhecendo que operam no mercado informal.
"Como é que íamos pagar impostos se somos do mercado informal e ainda por cima operamos sem apoios de ninguém?", questionou Tcherno Baldé.
Sábado, Maio 10, 2008
Cinco empresas estrangeiras receberam autorização para prospecção petrolífera
Origem do documento: www.macauhub.com.mo, 09 Mai 2008
Bissau, Guiné-Bissau, 09 Mai - A Guiné-Bissau autorizou cinco empresas a realizarem trabalhos de prospecção de petróleo no "offshore", cujos resultados serão conhecidos no prazo de cinco anos, anunciou quinta-feira em Bissau o director-geral da Petroguin, a petrolífera estatal guineense.
Leonardo Cardoso afirmou que o Presidente da República, João Bernardo "Nino" Vieira, promulgou, em Abril, os decretos que autorizaram oito licenças, concedidas às empresas Larsen Oil & Gas, Svenska, SER Petroleum, Super Nova e Sociedade Hidrocarbonetos de Angola (SHA).
A Larsen Oil & Gas, a Ser Petrolum e a Svenska receberam duas licenças cada e a Super Nova e a SHA uma.
De acordo com Leonardo Cardoso, os trabalhos de prospecção "estão com um bom ritmo" desde que o Governo decidiu assinar o decreto de concessão das licenças, prontamente promulgado pelo Presidente da República e publicado em Boletim Oficial (Diário da República) a 11 de Abril.
Uma das preocupações da Petroguin estava relacionada com o abandono, no início do ano, dos trabalhos de prospecção de duas companhias, a Premier Oil e a Occidental, alegando fracos resultados.
O director-geral da Petroguin afirmou que esse problema já não se coloca porque as licenças das duas empresas foram adquiridas recentemente pela Svenska.
A Svenska, empresa de capitais suecos, é aquela que está mais adiantada nas prospecções já que adquiriu os dados geológicos e sísmicos que estavam na posse da Premier Oil e da Occidental, disse Leonardo Cardoso.
Leonardo Cardoso frisou que a Guiné-Bissau decidiu conceder gratuitamente as licenças de prospecção, ressalvando que, em caso de descoberta de petróleo com valor comercial os lucros serão repartidos entre a empresa prospectora e o Estado guineense. (macauhub)
Bissau, Guiné-Bissau, 09 Mai - A Guiné-Bissau autorizou cinco empresas a realizarem trabalhos de prospecção de petróleo no "offshore", cujos resultados serão conhecidos no prazo de cinco anos, anunciou quinta-feira em Bissau o director-geral da Petroguin, a petrolífera estatal guineense.
Leonardo Cardoso afirmou que o Presidente da República, João Bernardo "Nino" Vieira, promulgou, em Abril, os decretos que autorizaram oito licenças, concedidas às empresas Larsen Oil & Gas, Svenska, SER Petroleum, Super Nova e Sociedade Hidrocarbonetos de Angola (SHA).
A Larsen Oil & Gas, a Ser Petrolum e a Svenska receberam duas licenças cada e a Super Nova e a SHA uma.
De acordo com Leonardo Cardoso, os trabalhos de prospecção "estão com um bom ritmo" desde que o Governo decidiu assinar o decreto de concessão das licenças, prontamente promulgado pelo Presidente da República e publicado em Boletim Oficial (Diário da República) a 11 de Abril.
Uma das preocupações da Petroguin estava relacionada com o abandono, no início do ano, dos trabalhos de prospecção de duas companhias, a Premier Oil e a Occidental, alegando fracos resultados.
O director-geral da Petroguin afirmou que esse problema já não se coloca porque as licenças das duas empresas foram adquiridas recentemente pela Svenska.
A Svenska, empresa de capitais suecos, é aquela que está mais adiantada nas prospecções já que adquiriu os dados geológicos e sísmicos que estavam na posse da Premier Oil e da Occidental, disse Leonardo Cardoso.
Leonardo Cardoso frisou que a Guiné-Bissau decidiu conceder gratuitamente as licenças de prospecção, ressalvando que, em caso de descoberta de petróleo com valor comercial os lucros serão repartidos entre a empresa prospectora e o Estado guineense. (macauhub)