segunda-feira, julho 27, 2009

CEDEAO avisa que não tolerará actos de desestabilização após eleições

Origem do documento: www.noticiaslusofonas.com, 27 Jul 2009


A Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) avisou hoje os actores políticos da Guiné-Bissau que a organização não irá tolerar aqueles que tiverem a "veleidade de desestabilizar" o país após as eleições presidenciais.

Em conferência de imprensa, o chefe dos observadores eleitorais da CEDEAO à segunda volta das presidenciais, Leopold Ouedrago, afirmou que a organização, no âmbito da comunidade internacional, estará atenta aos que pretendem desestabilizar a Guiné-Bissau.

"A missão (de observação eleitoral da CEDEAO) chama a atenção de todos aqueles que terão a veleidade de desestabilização da situação política e esclarece que a CEDEAO e a comunidade internacional não aceitarão actos de impunidade", na Guiné-Bissau avisou Ouedrago.

Este responsável do grupo dos sábios da CEDEAO chamou também a atenção das Forças Armadas, lembrando-lhes a sua responsabilidade pela segurança da "democracia precária" do país.

"As Forças Armadas têm a responsabilidade de garantir a segurança desta democracia precária submetendo-se à missão tradicional de um exército republicano", afirmou ainda Leopold Ouedrago.

Em relação à segunda volta das presidenciais, disputada no domingo entre Malam Bacai Sanhá e Kumba Ialá, o responsável da CEDEAO considerou que "o processo foi livre, credível e transparente".

A organização regional aguarda pela publicação dos resultados definitivos para logo a seguir divulgar a sua apreciação final sobre o processo.

Lembra, contudo, aos responsáveis políticos guineenses que qualquer reclamação ou protesto em relação aos resultados eleitorais devem ser conduzidas dentro do quadro legal e constitucional previsto no país.

A CEDEAO, que contou com 35 observadores e 30 oficiais da polícia na observação às eleições presidenciais guineenses, felicita a Comissão Nacional de Eleições (CNE) pela "competência e profissionalismo" demonstrados na condução do processo eleitoral.



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